domingo, 27 de dezembro de 2009

Elizabethtown - capitulo 7


- Porque mais uma vez alguém que eu amo muito foi embora, mas eu já estou acostumada - disse lutando para que minhas lágrimas não marcassem o meu rosto novamente.
- Eu sinto muito - ele sussurrou em meio a uma abraço - mas você não está sendo um pouco dramática?
- O que? - eu sai dos seus braços.
- É, já está acostumada? Você é tão amada por todos e as vezes surgem imprevistos sabia? - disse com expressões de medo, talvez medo de me magoar.
- Eu sei disso, mas uma pessoa que eu amava mais que tudo e meu melhor amigo foram embora sem explicação e motivo algum, e isso dói sabia?
- Sim, eu sei, minha mãe morreu no meu parto e meu pai se matou, moro com meus avós aqui, eu já te disse que não nasci aqui, né?
- O que, eu não sabia dos seus pais, eu sinto muito - agora a luta era contra as minhas lágrimas cada vez mais forte.
- É, eu acho que meu pai se culpava pela morte da minha mãe e não conseguiria viver com esse fardo, mas não o culpo, e nem a mim mesmo, essas coisas acontecem, mesmo eu não tê-los conhecido, eu sinto falta, falta das figuras paterna e materna.
- Eu sinto muito, de verdade, não sabia disso - disse chorando muito, mais uma vez as lágrimas tinham vencido-me - eu sei o quanto isso dói, minha mãe foi assassinada há três anos.
- Isso é pior, assassinato é mais difícil, eu acho - disse me dando um abraço que me confortou demais.
- Não sei o que é pior, mas a falta que eu sinto dói muito, dia-a-dia fica mais forte.
- É, para mim não tanto, eu não os conheci, e já fazem 15 anos né.
- Isso não importa agora, não quero falar disso agora.
- Tudo bem, mas por que seu amigo foi embora?
- Não sei ao certo, apenas sei que os pais dele descobriram que ele vira aqui para me ver e não para estudar, e foi embora.
Conversamos muito, rimos, choramos, nos abraçamos e andamos.
- Posso te mostrar uma coisa? - perguntou ele se pondo a minha frente em um pulo e estendeu sua mão.
- Claro - peguei sua mão dando-lhe um sorriso.
Ele me mostrou uma linda paisagem nos sentamos em um muro de pedra e esperamos o sol se por em silêncio, aquele silêncio falou mais do que qualquer palavra, aquilo não poderia estar acontecendo.

Você nunca me perguntou o que eu queria para ser feliz. Eu só queria você ao meu lado, você, mas e você não se importava comigo não é? Você chegava em casa e nem ao menos perguntava se eu estava bem, o que eu tinha feito naquele dia de calor intenso, você apenas me dava boa noite, um beijo na testa e só. O cansaço de tudo isso, dessa rotina monótona e depressiva, me fez ir embora, me fez ir para longe de você, de seus passos e de seus antigos abraços. Agora eu sorrio, lembrando do que costumávamos ser, sorrio porque agora encontrei a real felicidade, mesmo longe de você.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Elizabethtown - capitulo 6


- Você nunca mais vai ter com que se preocupar, querida, eu sempre te protegerei, onde quer que eu esteja, onde quer que você esteja – disse ela, tão bonita, acariciando meu rosto com a ponta de seus dedos.
- Mas dói muito mãe – disse com dificuldade em meio de soluços – nunca pensei que doesse tanto assim.
- Não vai mais doer filha, ele não fez por mal, ele apenas quer cuidar de você.
- Eu sei, não estou brava com ele, mas mesmo assim dói, muito – não hesitei e continuei chorando pronunciando palavras um tanto quanto ininteligíveis - como se eu soubesse que alguma coisa me machucou por dentro, talvez o meu coração.
Ela me abraçou com delicadeza, beijou minha testa e disse que precisava ir.
- Não, por favor, não vá embora – disse gritando até que me vi acordada e chorando muito.
Saí correndo para o quarto do Fe, abri a porta de supetão o fazendo acordar de susto.
- Que foi Duda? O que houve, você está bem?
- Não, sonhei com a mãe, foi terrivelmente bom, eu acho.
- O que? Como uma coisa pode ser terrivelmente boa?
- Por que você contou para o Joe como eu estava?
- Eu estava preocupado e não sabia o que fazer, me perdoa.
- Sim, é claro que perdoou, mas você tinha que ter me avisado, bom, isso não importa mais.
Ele me abraçou forte, ao contrario de minha mãe, me aconchegou em sua cama e mexeu em meus cabelos até eu dormir.
No dia seguinte liguei para Joey para me desculpar.
- Olá, bom dia, podemos conversar? – perguntei muito constrangida e culpada.
- É claro que sim Duda, também preciso falar com você – disse rindo vagarosamente.
Nos encontramos na praça, perto da minha casa, primeiro nos cumprimentamos e ficamos calados até eu romper o silencio entre nós.
- Bom, eu não sou muito boa com desculpas, mas você me perdoa?
- De que?
- Do meu comportamento totalmente infantil ontem – respondi totalmente envergonhada e cabisbaixa.
- Não precisa, eu te entendo, eu deveria ter te contado antes, eu menti e isso não se faz né?
- Se você quiser voltar para Louisville, tudo bem, eu vou ficar bem.
- Bom, eu preciso falar uma coisa com você.
- Pode falar – disse sorrindo.
- Meus pais me ligaram e disseram que eu terei de voltar para casa.
- Hey, não fique triste, não por mim, eu ficarei bem, de verdade – disse tocando o ombro dele e sorrindo.
- Mas eu não quero te deixar – disse deixando algumas lágrimas indesejadas rolar sobre sua face gélida com expressões tristes.
- Você nunca vai me deixar – enxuguei suas lágrimas tentando consolá-lo – você sempre poderá vir aqui, e qualquer dia vou para Louisville.
- Eu vou agora.
Nos abraçamos e choramos, mais uma despedida para nós, dissemos "até mais ver", para não parecer uma despedida duradoura. Levei-o até a casa de seus avós e ele partiu. Voltei para casa,chorando muito, no caminho encontrei Guilherme e ele me perguntou por que eu estava chorando, começamos a conversar, ali mesmo, no meio de uma rua, como se houvesse perigo em uma cidade tão pacata.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Mais um sonho que se tornou realidade


Bom, para mim não adiantaria escrever uma carta quilométrica quando o que eu sinto é indescritível, mas eu vou tentar falar disso.

Acho que escrever uma carta imensa e uma pequena não faz tanta diferença quando eu quero expressar o amor que eu sinto pela banda MASH. A banda não é tão nova assim, existe há cinco anos, mas eu conheci já na formação atual. Desde a primeira vez que os ouvi, eu me “apaixonei”, a música toca na alma, ou alguma coisa que nos dá uma sensação muito boa, de verdade. Eu conheço desde setembro, ou por volta desse mês. Uma amiga me mostrou um vídeo do Victor Olivatti (vocalista atual da MASH) cantando Hello Beautiful (como cover dos Jonas Brothers), ele cantou muito bem e eu gostei bastante, então ela me falou que ele era vocalista de uma banda, interessada eu perguntei o nome e pesquisei, fui ao myspace deles, ouvi as músicas e foi incrível, as músicas eram lindas, eles tocavam/cantavam muito bem. Iria no dia 14/11 ter dois shows na minha cidade e eu iria, mas surgiu uma viagem e eu teria que ir, fiquei muito triste e tal, mas – graças a Deus – abriu um show deles dia 01/11 e eu fui. Foi incrível, um sonho, eles foram simpáticos, atenciosos e muito legais, foi mesmo incrível, eu postei sobre esse show aqui.

No dia 28/11 houve outro show deles perto da minha casa, e é claro que eu fui, mas não escrevi aqui. Estava mais cheio, mas mesmo assim foi ótimo, todos os shows são como sonhos, não parece que está acontecendo, eu peguei – com muita dificuldade – a única palheta que o Uriel (guitarrista) jogou para a platéia uhuul.

Terça-feira (15/12) foi um dos shows mais esperados, o lançamento do primeiro EP. Eu, eufórica como em todos os shows, ansiei demais por esse dia e sem duvidas foi ma-ra-vi-lho-so. Eles autografaram o meu EP e tiraram fotos. Duas meninas, fizeram uma homenagem a eles muito emocionante, eu chorei demais, foi linda mesmo. O Gustavo Cardim (baixista) na hora dos autógrafos, segurou na minha mão – que tremia descontroladamente – e disse: “ Não chora tá?” Eu quase morri, foi lindo.

Bom, eu não tenho palavras nenhuma para descrever o amor imenso que eu sinto por vocês, eu só tenho a agradecer por vocês existirem e por estarem tocando, e eu amo demais vocês, e quero que vocês façam muito sucesso, torço muito por vocês, vocês merecem. Eu até poderia querer que não, por não ter posers e ter shows menos lotados, mas eu realmente acho que vocês devem lotar casas imensas e ter muitas/muitos mais muitas/muitos fãs.

AMO VOCÊS INCONDICIONALMENTE E IREVOGAVELMENTE.

* O show foi insano, eles são uns amore.
* O Pedro Sattin é um amor e um ótimo fotógrafo.
* No primeiro show peguei um pedaço da baqueta do Gudino, e no segundo a palheta do Uriel, no terceiro o EP e uma camiseta.
* O Gabriel e o Enio são lindos e muito simpáticos, os outros produtores também, mas eu não sei o nome deles D:

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Elizabethtown - capitulo 5


Bom, eu estava realmente com muita sorte, o garoto popular "gostava" de mim, meu melhor amigo tinha se mudado pra mesma cidade - fim de mundo - que eu, e estava ficando muito amiga do Guilherme. Achei até um pouco estranho essa maré repentina de sorte, mas como uma pessoa qualquer eu estava aproveitando, nunca tinha muita sorte mesmo, um pouco não iria fazer mal - eu acho.
- Então Joe, você vai estudar aqui mesmo ou na cidade vizinha?
- Aqui mesmo, com você.
- Que bom - disse sorrindo, muito feliz.
- Duda, eu fiz chá, vocês querem? - Fe gritou da cozinha.
- Sim estou indo pegar - gritei, respondendo-o.
Desci as escadas correnso em direção a cozinha e escorreguei - era um pouco descordenada - no tapete que havia na porta do banheiro, a caminho da cozinha. Coloquei o chá em uma bandeja com alguns biscoitos. Subi as escadas com muito cuidado para não derrubar nada, quando cheguei na porta do meu quarto, ouvi Joey no telefone e resolvi não entrar para não atrapalhá-lo.
- Mãe, ela é minha melhor amiga e não vou deixá-la sozinha - ouvi a voz dele exaltada citando-me na conversa - a mãe dela morreu e ela está sozinha na cidade, eu não vou voltar pra casa.
- Eu disse que vim morar com meus avós porque você e o papai estavam na Europa a trabalho - houve uma pequena pausa - não, eu não tenho vergonha de mentir pra ela, eu vou ajudá-la, ela precisa de mim - disse desligando o telefone.
Entrei no quarto alguns segundos depois, pus a bandeja em cima da minha mesa e indaguei-o:
- Por que você mentiu pra mim?
- O que? - ele disse assustado - eu não menti pra você - disse desviando o olhar.
- Sim, você mentiu. Você não está aqui porque seus pais estão na Europa.
- Duda, olha, eu quero te ajudar e você está muito mal, o Fe me ligou e disse que te ouvia chorar a noite depois de supostamente falar com sua mãe, ele estava preocupado e não sabia o que fazer, então eu vim pra cá.
- O que você quer agora? Perdão?
- Não, eu quero compreensão.
- Tudo bem, vou dá-la a você, mas eu posso ficar sozinha agora?
- Claro, mas por favor me entenda.
- Sim, depois a gente conversa, eu te ligo amanhã.
- Sem problemas, até amanhã então - disse me dando um beijo na testa e pegando sua jaqueta de couro preta que estava em cima da minha cama e foi embora.
Na hora comecei a chorar, muito, afinal não podia nem mais confiar tanto assim no meu melhor amigo, tinha cabdo de mentir pra mim, e minha maré de sorte? É, acho que ela se foi, pra bem longe, as coisas apenas começavam a piorar.
Algumas vezes você tinha pesadelos, e algumas sonhos lindos, mas nenhum durava pra sempre, você sempre acordava, por mais que você queria que ele durasse.
Deitei em minha cama, me cubri até a cabeça, e comecei a falar com a minha mãe, dormi algum tempo depois. Sonhei com minha mãe, quando eu era pequena. Mas o meu pesadelo real, estava apenas começando.

With a little help from my friends


Foi uma noite perfeita, um ano perfeito - em termos -, uma fase perfeita. Vocês entraram pra história da minha vida, agradeço a todos vocês por tudo, vocês foram/são importantes pra mim, e agradeço a Deus por ter colocado nós no mesmo caminho. Eu sabia que acabaria esse ano e vou sentir falta de todos vocês, até de quem não era meu amigo. Parabéns formandos do nono ano, a gente conseguiu, não estamos/estávamos juntos à toa.

"Oh, consigo com uma pequena ajuda de meus amigos
Eu me ponho alto com uma pequena ajuda de meus amigos
Tentarei com uma pequena ajuda de meus amigos
Sim eu consigo com uma pequena ajuda de meus amigos
Com uma pequena ajuda de meus amigos"

"Se lembra quando a gente

chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
sem saber
que o pra sempre
sempre acaba

Mas nada vai conseguir mudar
o que ficou
Quando eu penso em alguém
só penso em você
E aí, então, estamos bem

Mesmo com tantos motivos
pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar,
agora tanto faz...
estamos indo de volta pra casa"

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Elizabethtown - capitulo 4


Ótimo, uma visita a essa hora, nesse exato momento seria ótimo, eu precisava ficar sozinha. Subi as escadas em um desanimo profundo, além de estar cansada eu não queria conversar com ninguém. Abri a porta devagar e me deparei com uma pessoa sentada no meu divã, ela estava de costas.
- Olá? - eu disse com entonação curiosa.
- Olá - ela disse mudando a voz, talvez para eu não reconhecer.
- O que você quer? - eu disse um pouco estúpida, afinal tinha uma pessoa desconhecida no meu divã.
Ele se virou vagarosamente e disse com voz de decepção se levantando:
- Isso é uma recepção adequada Maria Eduarda?
- Joey! - eu quase gritei o nome dele e corri para abraçá-lo.
- Eu tava com tanta saudade Duda - disse me abraçando forte e beijando minha bochecha consecutivamente.
- Eu também - retribui os beijos - mas o que você está fazendo por aqui?
- Bom, além de vir te visitar eu vim morar com meus avós por um tempo enquanto meus país viajam, eles vão ficar fora por um bom tempo.
- Ah que bom, ou não - disse confusa - mas me conta as novidades - disse sentando no divã e o fazendo sentar também.
- Ah, o de sempre, terminei com a Sammy, mas eu to bem, e agora meus país foram para a Europa para fazerem estudos arqueológicos e vim morar com meus avós.
- Ah que ruim você ter terminado com a Sammy, o que aconteceu?
- Ela me traiu, com o Luke, mas eu to bem.
- Que idiota, que bom que está bem, eu não gostava dela mesmo - eu disse bagunçando o cabelo dele.
- E você o que conta de novidades?
- Bom, eu fiz um amigo, ele chama Guilherme, acho que vocês dois irão se dar muito bem, tem um menino da sala do Fe, o Trip, que me convidou para o baile, acabei de voltar de um "encontro" com ele, ele é legal, até que não é tão ruim essa cidade.
- Você tá bem? Eu sei que já faz algum tempo desde a morte da sua mãe, mas agora que você mudou de cidade, você não está se sentindo sozinha nem nada?
- Não, eu estou bem, o Fe me ajuda muito e fiz ótimos amigos, e agora com você aqui, vai ser melhor, você me ajuda muito.
Ficamos conversando até às onze da noite, pedi para ele dormir na minha casa e ele aceitou, ficamos conversando mais até dormirmos, foi ótimo, no outro dia não tinha aula, então saímos e conversamos mais. Ele era meu melhor amigo e era muito divertido também, me fazia falta e agora iria morar na mesma cidade que eu, não ia ser mais tão ruim.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Virou rotina


É, foi como eu imaginava, virou rotina de novo. Virou rotina ficar olhando pela janela esperando você chegar, virou rotina ficar escrevendo sobre você no meu diário, virou rotina ficar olhando as nossas fotos por mais doloroso que seja pra mim, virou rotina ficar olhando para o céu escuro durante a madrugada e pensando em quanto foi bom em te conhecer e o quanto foi bom o tempo que durou, mas o que mais dói é saber que mesmo que eu olhe pela janela todos os dias, mesmo que eu escreva sobre você, mesmo que eu olhe suas fotos e mesmo que eu lembre de tudo que aconteceu, eu sei que você não vai voltar mais, que você não existe mais, e que eu sinto muito a sua falta, e eu sei principalmente que nada disso acontecerá de novo, não com você.

Confidências


Como vai ser daqui pra frente?
Eu nunca parei para pensar em como vai ser meu futuro. Se eu vou casar, se vou ter filhos, se vou fazer a faculdade que eu quero, o curso que eu quero, se vou ter a casa dos meus sonhos, se vou sair do país, se vou morar em outro país. Eu realmente nunca pensei nisso.
Eu tenho um certo medo do futuro, eu sei que se não for da forma que eu imagino, eu não vou encarar de uma boa forma, não vai ser tão aceitável, não pra mim.
É, pode ser, sim eu tenho medo do futuro, eu tenho medo de algo que eu não vejo (no caso prevejo). Quem não tem medos? Eu tenho, e muitos, e os assumo com orgulho, eles não mudam o meu caráter e nem me diminuem.
Tudo bem, falar de medos é difícil, eu sei, eu não saio falando os meus medos para todos na rua, não medos fúteis (tipo: tenho medo de escuro), mas medos que é difícil de você falar, que mexe com você, eu só falo para amigos, de verdade.
Bom, eu confio em vocês, e falar que eu tenho medo do futuro não é uma coisa comum, então por favor, guardem segredo. E podem confiar em mim também, se quiserem ajuda, escrevam nos comentários ou manda por orkut, ou no twitter (por dm ou não). Podem confiar, eu guardo segredo e posso os ajudar.
Amo vocês e fico muito feliz quando vejo que o blog está crescendo, e isso tudo eu devo agradecer vocês, que são muito importante pra mim, é sério isso.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Elizabethtown - capitulo 3


O Trip era aquele tipo de garoto popular, mas anti social; estiloso, mas largado; bonito, mas que não liga pra nada; aquele por quem 99% das garotas do colégio suspiravam, mas não eu, eu realmente não estava interessada nele, eu não queria namorar com nenhum garoto por enquanto, minhas experiencias de namoros, principalmente com populares, não foram boas.
- Pode falar Trip - eu disse sem olhar pra ele, guardando alguns livros.
- Eu não queria falar aqui, na escola, sabe?
- Tá, tudo bem.
- A gente pode almoçar juntos hoje?
- Claro, só tenho que avisar o meu pai.
- Claro, tudo bem.
Eu pegeui o meu celular e liguei para o meu pai avisando que não almoçaria em casa hoje, iria almoçar com um amigo. Ele disse que tudo bem, mas era para eu voltar antes das cinco da tarde, e que era para eu avisar o Fe.
- Bom, eu só tenho que falar com o Fe.
- Você precisa da permissão dele? - ele falou com uma voz ironica.
- Não, mas eu vou avisá-lo, para ele não ficar me esperando - eu disse estupidamente.
- Tudo bem, me desculpe.
- Não, me desculpe você - eu disse olhando para ele com ressentimento nos olhos.
- Não tem problema, que isso, eu o vi perto da quadra.
- Não precisa, eu mando uma mensagem pra ele - disse pegando o celular novamente e mandando uma mensagem explicativa pro Fernando.
- Tudo bem, então vamos?
- Claro, onde vamos almoçar?
- Aonde você quiser.
- Eu não conheço muito a cidade, então pra mim tanto faz.
- Tá, desculpa, eu esqueci disso.
- Não tem problema algum - disse rindo envergonhada.
O Guilherme passou por mim, e aquele momento ficou em camera lenta, não eu não estava apaixonada por ele, mas fiquei com muita dor no coração com o modo como ele me olhou, uma expressão de decepção, eu acho que tinha haver eu estar saindo com o Trip, eu não o perguntei o que havia acontecido naquela manhã com os dois, ah droga, eu queria fugir naquele momento, apenas quria o abraço da minha mãe, os conselhos dela, queria chorar, tudo estava girando naquela hora. Eu parei, respirei e continuei a andar.
- Você está bem? - perguntou Trip aflito.
- Sim, eu acho que sim.
- Você tem certeza? Eu posso te levar pra casa e outo dia a gente conversa.
- Não, eu estou bem, obrigada pela atenção.
Eu precisava falar com o Guilherme, melhor eu precisava falar com o Fe, como minha mãe fazia falta.
Andamos até o final da rua da escola, onde havia um restaurante super fofo.
- Bom, é aqui - ele disse sorrindo - é pequeno mas a comida é ótima.
- Que bom, estou morrendo de fome - disse e depois rimos juntos.
Começamos a comer, estavamos em silencio e eu estava ficando incomodada com isso, quebrei o silencio.
- Então, o que você queria falar comigo?
- Bom, você é nova aqui e todo ano tem baile, eu sei que ainda é cedo, mas eu queria saber se você quer ir comigo - ele disse com total expressão de vergonha, eu enrrubresci na hora.
- Oh, eu não sei se eu vou no baile, eu posso te dar a resposta depois? - eu disse totalmente envergonhada, afinal era o Trip.
- Claro - ele disse um pouco decepcionado.
- Desculpe.
- Que isso, você ainda não negou.
- É.
- Fala mais sobre você, eu não sei nada sobre você.
- Bom, eu mudei pra cá fazem dois dias, eu moro com meu pai e meu irmão, o meu único amigo aqui na cidade é o Guilherme...
- E sua mãe? Seus pais são separados?
- Minha mãe morreu.
- Meu Deus, me desculpa, eu realmente não quis... desculpa - ele disse segurando nas minha mãos.
- Tudo bem, isso acontece bastante, já me acostumei.
- Desculpe-me mesmo.
- Não tem problema. Me fale de você agora.
- Hum, eu moro com meus pais, nasci aqui, tenho muitos conecidos na escola, amigos mesmo tenho pouquissimos, adoro ir pra cidade vizinha, acho que aqui não tem futuro, já dirijo o carro da minha mãe, toco violão e acho que só.
- Que legal, você sabe tocar violão, adoro.
- Você sabe tocar?
- Não, sou um fracasso, mas um dia aprendo.
- Se quiser posso te ensinar.
- Claro será ótimo.
Ficamos conversando a tarde inteira, depois fomos tomar sorvete, fomos em um gramado e ficamos deitados na grama sem falar nada e quando vi eram cinco da tarde.
- Meu Deus, são cinco da tarde já, tenho que ir!
- Tudo bem, eu te levo pra casa.
- Tá.
Fomos andando sem falar nada, chegamos até a porta da minha casa.
- É aqui, obrigada - eu disse sorrindo.
- Que isso, foi uma tarde ótima, adorei te conhecer.
- Obrigada, eu também gostei de te conhecer.
- Então, até amanhã - disse me dando um beijo de despedida.
- Até amanhã.
Entrei em casa muito feliz, fechei a porta e fiquei sorrindo em frente dela, ele era uma ótima pessoa.
- Duda, você tem visita - disse meu pai - ele está te esperando no seu quarto.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Closer - Perto demais

"- Eu estava procurando cigarros.
- Eu parei de fumar.
- Obrigada. Vai a algum lugar?
- Trabalho.
- Você não gostou dos meus sanduiches?
- Não gosto de peixe.
- Ah, por que não gosta?
- Eles mijam no mar.
- As crianças também.
- Também não como crianças.

...

- Por quanto tempo fiquei apagada?
- Por 10 segundos.
- Qual foi a primeira coisa que eu disse?
- Olá estranho. "





" - Posso continuar te vendo?
- Dan, posso continuar te vendo? Me responde!
- Não. Se te vir, nunca vou te deixar.
- E se eu achar outro?
- Vou ficar com ciúmes.
- Você ainda gosta de mim?
- É claro.
- Está mentindo. Já estive no seu lugar... Me abraça?

- Eu te divirto, mas te canso!
- Não.
- Você me amou?
- Sempre vou te amar. Odeio te magoar.
- E por que está me magoando?
- Porque sou egoísta. Acho que vou ser mais feliz com ela.
- Não vai. Vai sentir a minha falta. Ninguém vai te amar como eu. Por que o amor não basta? Sou eu que sempre termino. Eu é que devia te deixar. "


" - Eu não te amo mais.
- Desde quando?
- Agora. Desde agora. Eu não quero mentir, eu não consigo dizer a verdade. Acabou.
- Não importa, eu te amo.
- Tarde demais. Eu não te amo mais. Adeus. Essa é a verdade, agora você pode me odiar. Ele *fucking on me* a noite toda, eu gostei, prefiro você, agora vá.
- Eu sabia. Ele me contou.
-Você sabia?
- Eu precisava ouvir de você.
- Por que?
- Porque ele poderia estar mentindo.
- Eu nunca te contei porque nunca me perdoaria.
- Poderia. Eu perdoei.
- Por que lhe contou?
- Porque ele é um idiota.
- Como pode?
- Porque queria que isso acontecesse.
- Como pode me testar?
- Porque sou um idiota.
- Sim, é. Poderia ter te amado pra sempre. Agora, por favor vá.
- Não faça isso Alice, fale comigo.
- Eu estou, vai embora.
- Eu sinto muito, por favor entenda, eu não quis...
- Sim, você quis.
- Eu te amo.
- Onde?
- O que?
- Onde, me mostre. Onde está esse amor? Eu não consigo vê-lo, não consigo tocá-lo, não conigo senti-lo, não consigo ouvi-lo, posso ouvir algumas palavras, mas sei que são palavras fáceis. Qualquer coisa que diga é tarde demais.
- Por favor não faça isso.
- Está acabado. Agora, por favor vá ou chamo os seguranças.
- Você não está numa boate, não há seguranças.
- Por que *fuck* com ele?
- Porque eu quis.
- Por que?
- Porque o desejei.
- Por que?
- Porque você não estava lá.
- Por que ele?
- Ele me pediu gentilmente.
- Você é uma mentirosa.
- E daí?
- Quem é você?
- Ninguém.
- Vá em frente, me bata. Não é isso o que quer? Me bata. "


Falas de Alice e Dan no filme Closer Perto Demais.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Elizabethtown - capitulo 2


Ótimo, primeiro dia de aula no meio do semestre e iriamos chegar atrasados.
Chegamos na escola e fomos para a orientação por sermos novos. Entramos na sala e a Livia, orientadora do ensino médio, estava conversando com Guilherme e com um menino que parecia mais velho, supostamente da sala do Fe. Ficamos na sala de espera até que a Sra. Livia abriu a porta e disse:
- Trip, Guilherme, esperem um pouco para levarem os novos alunos a suas salas, que no casa são a de vocês.
- Sim Sra. Livia - disseram ambos.
- Entrem e sentem-se, por favor Sr. e Srta. Lisbon.
Entramos com muita cautala - e morrendo de vontade de rir - e sentamos sem falar nada.
- Aqui estão os horários e as regras, todas terão que ser respeitadas, os horários também.
- Sem problemas Sra. Livia - Fe disse com uma voz espontanea e descontraida.
- Agora vocês podem ir.
- Sim Senhora.
- Trip leve por favor Fernando até a sua sala, vocês vão ser colegas de classe e Guilherme por favor leve a Maria Eduarda até a sua.
Como nossas salas eram no mesmo corredor fomos juntos até o segundo prédio, era uma escola bastante grande por ser de uma cidade pequena, mas também tinha desde o jardim até faculdade, tá isso não interessa.
- Então seu nome é Maria Eduarda - disse Guilherme ao meu lado, falando bem baixo.
- Ah sim, mas por favor me chame de Duda, eu realmente não gosto do meu nome.
- Eu acho legal - disse Trip, eu fiquei assustada porque pensei que ele não tinha ouvido.
- Obrigada.
Pela primeira vez o Fe ficou meio excluido, eu olhei pra ele e ele estava um tanto quanto desolado, mas sorriu pra mim, aquele sorriso me confortou.
- Bom, chegamos a nossa sala - disse Trip ao Fe e sorrindo pra mim.
- A nossa é só no final do corredor, mas se quiser dá pra matar essa aula, é de literatura e dá muito sono.
- Não, é melhor não, e além do mais eu gosto dessa matéria, mas se você quiser matar não tem problema, eu vou até a sala sozinha.
- Não vou deixá-la sozinha até que faça amigos e o primeiro tempo sempre é assustador em novas escolas.
- Eu pensei que você sempre estudara aqui.
- Na verdade, eu não nasci aqui.
- Nossa, temos algo em comum - eu disse rindo baixo constangida.
- É, chegamos, é aqui, te desejo boa sorte - disse me abraçando e me dando um beijo na testa - se quiser posso ser o seu "orientador" até se acostumar, é só falar com a Livia, eu posso te mostrar as coisas aqui.
- Claro, será ótimo.
Entramos na sala, as pessoas foram bem receptivas, sentei-me ao lado do Guilherme, ele estava sendo adorável, um ótimo amigo, o que eu mais precisava naquele momento, mas estava pensando como estava se saindo o Fe, ele estava tão nervoso hoje de manhã e o Trip não falou muito com ele no caminho.
No intervalo, Guilherme me mostrou as coisas, me apresentou à algumas pessoas e me mostrou onde seria o meu armário. Voltei para aula, tinha que aturar apenas mais três aulas para ir embora. Deu o sinal, fui ao meu armário guardar algumas coisas, de repente, ao meu lado Trip se encostou no armário e disse que queria falar comigo, foi um pouco assustador.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Do Inquieto Oceano da Multidão

Do inquieto oceano da multidão
veio a mim uma gota gentilmente
suspirando:

— Eu te amo, há longo tempo
fiz uma extensa caminhada apenas
para te olhar, tocar-te,
pois não podia morrer
sem te olhar uma vez antes,
com o meu temor de perder-te depois.

— Agora nos encontramos e olhamos,
estamos salvos,
retorna em paz ao oceano, meu amor,
também sou parte do oceano, meu amor,
não estamos assim tão separados,
olha a imensa curvatura,
a coesão de tudo tão perfeito!
Quanto a mim e a ti,
separa-nos o mar irresistível
levando-nos algum tempo afastados,
embora não possa afastar-nos sempre:
não fiques impaciente — um breve espaço
e fica certa de que eu saúdo o ar,
a terra e o oceano,
todos os dias ao pôr-do-sol
por tua amada causa, meu amor.

Ó HÍMEN! Ó HIMENEU!

O hímen! O himeneu!
Por que, me atormentas assim?
Por que, me provocas só
durante um breve momento?
Por que é que não continuas?
Por que, perdes logo a força?
Será porque, se durasses
além do breve momento,
logo me matarias
com certeza?

Walt Whitman


*** *** ***

Eu gosto bastante dos poemas de Walt Whitman, o descobri em um filme, ele é muito bom e os poemas tem total significado pra mim.

Espero que vocês etejam melhores do que eu (:

Este poema está tambem aqui: www.lovesummer.tumblr.com

eu criei hoje :D

beeijinhos

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Elizabethtown - capitulo 1


Mudar de casa nunca foi fácil pra mim, quanto mais mudar de cidade, mas aquilo seria melhor para o meu pai, ele tinha sido promovido só que o cargo era em outra cidade, é. Eu tinha amigos, escola, vizinhos e uma vida social naquele lugar, mas seria melhor para o meu pai, para mim e para meu irmão - um anos mais velho, minha mãe morrera há três anos.
Dois dias se passaram e era o dia da mudança. Me despedi dos meus amigos - chorando bastante - e entrei no carro. Meu irmão - Fernando - me abraçou forte e falou que tudo iria dar certo. Na estrada, paramos para almoçar, e como sempre, Fernando, fazia amigos em todos os lugares. Ele foi ao banheiro e começou a conversar com um garoto um ano mais novo do que ele, - 15 anos, mesma idade do que eu - chamava Guilherme, morava na mesma cidade que iriamos morar e ficou amigo do Fe.
Estava muito cansada e queria que tudo aquilo acabasse, queria ir para minha casa, para o meu quarto, da casa antiga, na qual minha mãe morreu, odiava aquela ideia de mudança de vida.
Quando chegamos na casa, ela era maior do que a outra e eu e o Fe iriamos ter um banheiro no quarto para cada um, e as salas eram maiores, lá era maior, mas eu não ligava pra isso.
- Fe, Duda, vocês nã querem ir conhecer a cidade e eu arrumo tudo aqui? - perguntou meu pai querendo nos agradar.
- Tá, pode ser - disse o Fe super ansioso e impolgado.
- Pra mim tanto faz - eu disse sem o menor animo.
O Fe me abraçou e me puxou pra fora.
- Olha aqui Duda, você não pode culpar o pai pela morte da nossa mãe - disse-ma olhando fixamente no olhos enquanto segurava os meu ombros.
- E quem disse que eu to culpando?
- Eu te conheço melhor do que você mesma sua idiota.
- Eu só não quero viver aqui tá bom Fernando? Ele não pediu a nossa opinião pra nos mudarmos pra cá, eu tinha um vida social ótima lá.
- Eu sei, eu também tinha, mas eu não sou uma meniniha mimada de 15 anos.
- Fe, eu não quero brigar com você, eu não sou mimada e eu só quero voltar pra casa.
- Então segue até o final dessa trilha de pedras e abre a porta, agora a nossa casa é aqui Duda.
- Não, vamos conhecer a cidade, eu vou fazer o possivel pra entender isso, só que eu não faço amizades tão fácil quanto você e estamos no meio do semestre.
- Eu te ajudo amor - ele disse com o seu melhor sorriso e me abraçou tão forte a ponto de estralar minhas costas.
Fomos até o centro da cidade, eu tinha um dinheiro guardado e fizemos algumas compras, comemos e tomamos sorvete, ele estava sendo mais paciente e amável do que eu merecia no momento.
Encontramos o Guilherme lá, ele passou o resto da tarde com a gente e perguntou se iriamos estudar na cidade mesmo ou na vizinha.
- Na cidade mesmo - respondi com rapidez.
- Provavelmente você ficará na minha sala... - ele ainda não sabia meu nome.
- Duda.
- Duda, só há dois primeiro ano.
- Ótimo, vai ser bom ter um conhecido na sala - respondi com uma ponta de alegria, afinal ele estava sendo uma pessoa ótima com a gente.
- Viu Duda - Fe falou sorrindo pra mim - você já fez um amigo.
- É - eu disse enrrubrescendo e desviando o olhar do Guilherme.
- Não fique com vergonha Duda, você vai se dar bem lá, as pessoas são bem sociaveis - ele disse levantando meu rosto e sorrindo.
A tarde paasou rápido demais, ficamos muito amigos nós três, e quando deu oito horas da noite meu pai me ligou:
- Duda, onde você está? Vocês estão bem? Se perderam?
- Calma pai, nós apenas perdemos a hora, encontramos o Guilherme, já estamos voltando, tchau.
- Fe, temos que ir, são oito da noite e o pai está tendo uma sincope!
- Vocês constumam ir pra casa que horas? - perguntou Guilherme curioso.
- Não depois das sete.
- Nossa, tem dias que eu fico até as onze da noite e minha mãe nem me liga, aqui é bem tranquilo pra isso.
- Que ótimo, mas nosso pai está preocupado, nos vemos depois - disse o Fe rindo.
- Tchau Fe, tchau Duda, até - ele me deu um beijo no rosto, fiquei envergonhada e fui zuada o caminho pra casa inteiro por isso.

Meu despertador tocou, era o nosso primeiro dia de aula.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Time to Pretend


Não, não está tudo bem, mas a minha unica opção é a aceitação.
As coisas estão acontecendo rápido e o tempo tá escorrendo entre meus dedos; as minhas lágrimas, que caem por você, estão queimando meu rosto; relembrar o passado tá doendo mais do que eu imaginava e perder você tá sendo a coisa mais horrivel do mundo. Eu sei que eu não vou te perder, mas o contato vai se restringir e quando que a gente vai se ver de novo?
Eu vou sentir a sua falta, mesmo que a gente não esteja se vendo com frequencia, mas eu vou sentir a falta das nossas tardes, fofocas, risadas, brincadeiras, do unico show que fomos juntas, das nossas conversas e de quando falávamos mal dos outros. Eu vou sentir falta de tudo, a gente se conhece a tanto tempo, e não vai ser a distancia que vai nos separar tá bom?
Eu te amo e você é minha melhor amiga e sempre vai ser, desde os 4 anos.
Mas eu tenho que colocar um sorriso o menos falso possivel pra sair de casa e encarar o mundo de uma forma menos ruim, se isso for possivel, até isso passar. Mas nós fomos feitos pra fingir.

Time to Pretend - MGMT
Esqueça tudo sobre nossas mães e amigos Nós estamos destinados a fingir Sentirei falta dos parquinhos, dos animais e de cavar minhocas Sentirei falta do conforto minha mãe do peso do mundo Sentirei falta da minha irmã, do meu pai,do meu cachorro e do meu lar Sim, sentirei falta do tédio e da liberdade e do tempo gasto sozinho Mas não há realmente nada que possamos fazer O amor deve ser esquecido A vida pode sempre recomeçar novamente

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Elas não foram apenas amigas



Hoje eu ouvi "História de Verão" do For Fun. Eu lembrei de tempos bons, não que os de hoje não sejam, mas eu lembrei de uma amiga que era - ou ainda é - muito fan dessa banda, daí eu lembrei. Eu não ouvia essa música desde o 7°ano, faz tempo -,- . Eu tenho saudade daquela época, a gente conversava bastante, e agora, a gente não se "fala" mais, sei lá, eu tenho saudade dela, não só dela, das outras meninas também, eu ainda as amo e tals, mas não convivemos mais como era até o ano passado, mudamos de sala e perdemos o contato, é, foi isso, mas e as que continuam na minha sala? Falamos por educação? Eu não sei, mas se for assim, eu realmente não queria, ai que droga, eu tenho saudades, passamos ótimos momentos juntas e isso não vou esquecer, mas poderiamos passar mais momentos assim, mas o tempo mudou e ele tá acabando agora, talvez nem fale mais com elas apenas por educação e tals, talvez não as veja mais, isso é desprezivel, esse tempo tá escorrendo por entre os meus dedos e eu não consigo segurá-lo, mas eu queria prende-lo, só por mais algum tempo, nem que seja por mais algumas horas. Mas sempre está tudo bem, e se não estiver, a gente finge que está. Eu vou sentir saudades, é. Elas foram as minhas primeiras amigas naquela escola e foi bom, mas não durou pra sempre, mas eu sei que nunca vou esquece-las, de certa forma vai durar pra sempre.

Tá ai a musica inspiradora (: haha ela é muito boa

terça-feira, 24 de novembro de 2009

como dói ver a única coisa que uma pessoa que você ama e está longe ser destruida, é. hoje não foi um bom dia, espero que amanhã seja melhor.
alguém pode me emprestar amor e otimismo? só por um tempo, um dia talvez eu retribua/devolva.
tá muito dificil viver sem eles, é como se eu tivesse seca por dentro. o otimismo nem me faz tanta falta, nunca o tive por completo, mas o amor sim me faz falta, mesmo eu não gostando muito dele.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Eu tava parada no transido quando voltava da escola. No carro da frente, foi um cara com uma menina de uns 16, 17 anos, grávida, pedir esmola. O homem estava sem camisa, ela estava pendurada em seu ombro e ele segurava a menina pelo pulso, ela tinha feições tristes. O homem que estva no carro da frente começou a discutir com o cara que estava com a menina. Ela apenas olhava pra baixo à um passo dele, como se estivesse tentando ir embora, mas ele a segurava forte pelo pulso.

P.S.: isso realmente aconteceu, eu me comovi demais, por que as pessoas são assim? Por que elas sempre usam as outras?

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Não, por favor.


Não, não tem que ser desse jeito, por favor, não vai embora agora, não me deixe sozinha, eu tenho medo, por favor.
Não, não me faça implorar, por favor, não deixe isso acontecer, eu não quero te machucar, por favor.
Não, eu não vou embora, não tão longe, por favor não me deixe ir.
Droga isso é tão melodramático e tão ternurinha, isso não era pra acontecer. Eu odeio sentir isso, confusão, por favor agora não fala comigo, eu realmente não quero ser grossa com você.
Deixa eu e o meu caderno em paz, isso não pertence a você, sim é sobre você, algumas coisas apenas, mas não é seu, por favor não tente ler, você vai se decepcionar com a minha máscara de fortaleza, ou de insensivel ou outra coisa que pareça te agradar. Se você ler o meu caderno, o meu diário psicodélico, você vai se decepcionar, a minha máscara vai cair e eu vou entristecer, vou desistir de você, então por favor não fala comigo agora.
O ser humano é tão ridicularmente previsivel, ridicularmente egoista, ridicularmente cruel. Não, tem pessoas boas, imprevisiveis e caridosas, mas virtudes como estas, só se tem uma, escolha-as, apenas uma, qual você escolheria? Eu escolheria ser imprevisivel, as outras virtudes podem vir com a imprevisibilidade talvez, apenas façamos as escolhas certas, pode ser que elas venham, pode ser que outras venham, ou pode ser que não. Ser imprevisivel é meio impossivel para o ser humano, mas seria otimo pessoas assim, prever tudo me cansa, o oposto nos tira da rotina.
Se meu meio social tem pessoas imprevisiveis? Talvez. Mas não as conheço. Sim é uma pena.
Esses dias aconteceu uma coisa que eu realmente não esperava, e foi engraçado, é.

SIM EU SOU PREVISIVEL! (ou não)
Mas ao menos eu tento ter outras virtudes.
Se você é previsivel, por favor, faça algum bem pra humanidade.


Isso não é ironico? O jeito que você sorri pra mim e o jeito com que olha pra ela? É, eu odeio isso. Não a ironia, eu gosto dela, to falando de você. Eu te odeio, é. Você me faz mal, você faz mal a ela também. Heey, ela é minha amiga, ou suposta. Eu pensava que você fosse diferente, diferente deles, mas não, você sempre acaba se tornando igual. É isso que faz eu te odiar tanto, o fato de você se tornar igualmente patético, superficial. Mas eu odeio sentir isso por você, sim. Eu acho que o nome disse é amor. Pois é, dizem que o odio e o amor andam juntos. Fique feliz com isso. Vou continuar sorrindo de volta, prometo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Sinta essa noite - parte 4 e última


Eu me mudei pouco tempo depois, uns dois meses. Foram os dois meses que passaram mais depressa, os melhores, é. Eu nunca me senti daquele jeito no dia da mudança de "hábito", me senti estranha. Minha mãe deixou eu ficar o dia inteiro com ele, ela disse que se meu pai fosse só no outro dia, eu poderia ficar com ele. Ele ficou Isso foi bom eu acho. Estávamos nos mudando num sábado, iria para a nova casa no domingo com meu pai. Estava depressiada, triste. Sentimentos novos me deixavam confusa, tonta. Não era boa com coisas novas, tratava aquilo como se fosse a coisa mais insignificante do mundo, não medeixava abater nunca, mas como sempre há uma exceção, eu me abati, eu o amava, ou pensava que amava. Era sempre assim, confundia as coisas com facilidade. Mas no fundo mesmo, eu sabia que quando eu mudar aquilo tudo iria acabar e talvez ficar na memória. Era passageiro, eu entendia, era fácil. Chegou sábado, sai com o Victor, saímos às nove da manhã, estava um dia lindo.
- Alô? - eu disse com um ar aflito ao celular, era ele, ele estava chegando.
- Alô Tá, é o Victor, eu já to chegando.
- Ah okaay, vou te esperar lá embaixo já. Beijos.
- Okaay, beijos.
Desci, estava meio nostalgica, descendo e lembrando do que passei naquele prédio com meus amigos. Foi uma ótima época, eu iria sentir saudades.
- Bom dia Tá! - ele disse me beijando, um tanto animado demais para mim.
- Bom dia Vi.
- Bom, hoje só vou te trazer de volta à noite, hoje você é minha.
- Ah é? E pra onde vamos?
- Ah, é uma surpresa, sua boba, você vai ver na hora.
- Ain que malvado, me tá deixando curiosa.
- É, eu sou bom nisso - ele deu um sorriso totalmente cruel e me olhou nos olhos, aquilo estva me matando.
- Convencido - rimos juntos em unissono.
Entramos num táxi, fomos a caminho de um bairro de São Paulo, eu realmente não tinha idéia pra onde ele estava me levando, não conhecia aquele bairro.
Chegamos, era um prédio com uma arquitetura antiga, muito bonito. Subimos té o terraço, tinha um belo jardim, como da primeira noite em que nos beijamos. Eu comecei a chorar, ele tinha feito como uma exposição de todas nossas fotos, desde o show até a ultima foto, no caso ontem. Foi lindo.
- Por que você está chorando meu amor?
- Porque eu sei que isso não é real, que isso tá acabando, e essa areia está escorrendo entre meus dedos, e isso dói mais do que eu imaginava, eu realmente não queria ir, te perder, eu gosto muito de você, da sua compania, mas está acabando, amanhã não vamos nos ver mais.
- Mas é claro que vanmos nos ver, eu vou todos os finais de semana te ver, voce é minha namorada e eu te amo, não importa onde você esteja.
- Não você não vai, mesmo me amando, é muito longe, é diferente, isso vai acabar.
- Não seja pessimista Talita, eu te amo e eu irei mesmo que seja do outro lado do país, não importa a distância pra mim. Mas parece que você não quer mais.
- Não seja dramático Victor - eu parei de chorar instantaneamente depois de todas aquelas palavras dura que ele acabara de falar - você sabe muito bem que eu gosto muito de você.
- Mas você não me ama. Em todo esse tempo que estamos juntos você nunca falou que me amava, ao contrário de mim, que digo todo o tempo pra você - ele disse com um nó visível na garganta, ele queria chorar e isso me partia o coração.
- Você realmente não e conhece, você não sabe o que está acontecendo comigo e eu odeio isso em você, você nunca me perguntou o que eu estava pensando, pra mim isso não é amor.
- E então o que está passando com você? O que você está pensando Talita?
- É a primeira vez que eu sinto algo tão forte por alguém, você me faz sonhar de novo, eu penso em você todos os dias antes de dormir, você me faz suspirar, é difícil pra mim assumir isso, eu tenho medo, eu tenho medo de quando eu te perder eu me ferir.
- Eu realmente não sabia disso, eu sinto muito Tá, eu te amo, me perdoa, eu realmente sinto muito - ele me disse beijando minha testa e me abraçando como se fosse uma criança perdida.
- Eu te perdou, é lógico Vi, mas acabou, eu não quero sentir dor, por favor não vá me ver. Quando você for passar um fim de semana ou as férias na casa do seu pai me liga, a gente pode sair, mas namorar a distância vai me machucar demais.
- Eu entendo, mas ficar longe de você vai ser difícil demais pra mim, eu também tenho medo, medo de ficar sem você.
- É preciso Victor, por favor me entenda, eu gosto de você e vai ser duro no começo, mas vamos nos ver, apenas vamos seguir nossas vidas.
- Eu não te entendo, se você gosta de mim, como você diz, por que não quer continuar o namoro?
- Porque é mais difícil do que você pensa - eu falei já com lágrimas nos olhos.
- Me explica então.
- Eu vou me mudar para o llitoral, minha mãe vai terminar o projeto daqui um ano e meio mais ou menos, com certeza vou me mudar pra mais longe ainda, vamos nos ver raramente, vou conhecer outros garotos, e você outras garotas, nossa vida uma hora ou outra vai seguir em frente então vamos poupar sofrimentos, por favor.
- Eu não tenho o que dizer, eu gosto realmente de você, isso dói também, nos separarmos agora, eu não quero te perder.
- Mas podemos nos ver ainda, nas férias, em alguns finais de semana, mas se você encontrar uma menina melhor que eu você vai estar livre pra ficar com ele, e eu quero que você seja feliz e não preso a mim.
- Eu entendo, vamos ser amigos apenas?
- Sim, claro, mas se quando nos encontrarmos de novo, se não tivermos comprometidos é lógico que se rolar alguma coisa podemos ficar.
- Tudo bem, mas você vai hoje?
- Não, hoje ainda vou dormir aqui, com meu pai, vou amanhã de manhã.
- Bem, você pode dormir na minha casa? Eu te levo de manhã.
- Eu ligo pros meus pais.
- Tudo bem - ele deu um sorriso terno e me abraçou forte, me senti mas segura e protegida naquele momento.
Ele segurou na minha mão e começou a andar, eu o seguia rapidamente.
- Vem, eu quero te mostrar uma coisa.
Fomos por um pequeno e estreito caminos até o telhado de um teatro. A vista de lá era linda, facinante. Ficamos lá conversando até a hora do almoço. Quando ficamos com fome, descemos e fomos à um restaurante do outro lado da cidade, o meu preferido. Comemos e depois fomos andar. A tarde passou muito rápida. Já estava escurecendo quando liguei para os meus paispara pedir se eu poderia dormir na casa do Victor. Minha mãe deixou, ela me entendia, sabia o que eu estava sentindo. Já meu pai ficou meio apreensivo, mas deixou também após conversar com minha mãe.
Fomos dormir bem tarde, ficamos conversando até que eu dormi, estava deitada em seu peito, na sala, ele enrolava a ponta de meus cabelos em seus dedos. Eu acordei duas horas depois, ele ainda estva acordado.
- Desculpa, eu te acordei Vi?
- Não, que isso - ele sorriu - eu ainda não dormi.
- Mas já são seis da manhã - eu disse olhando as horas no meu celular.
- Eu gosto de te ver dormindo, você dorme tão calma.
- Ain, que vergonha.
- Vergonha de que?
- Ah, de você, sei lá - eu disse enrubrecendo.
- Bobinha - ele disse rindo.
- Você precisa dormir.
- Não, daqui a pouco você vai embora.
Eu olhei para ele e ele estav com olhos de piedade, estva tão triste quanto eu. Conversmos mais um pouco até dar a hora de ele me levar para casa, para eu ir embora, para eu nuca mais vê-lo - de certa forma.
Estavamos a caminho da minha ex-casa. Quando chegamos ele me abraçou forte, me deu um anel com uma carta e me beijou. Ele me disse que não era para eu esquecê-lo jamais. Tirei o meu colar - eu nunca o tirara - e dei a ele.
- Do mesmo modo que você me deu o seu anel que tem tanta importancia pra ti, você vai ficar com o meu colar, quando nos vermos novamente trocamos.
- Tudo bem, mas nunca me esqueça, eu nunca vou te esquecer.
- É claro que não, eu te amo - foi a primeira vez que eu disse isso a ele.
- Eu também te amo - ele disse chorando, comecei a chorar também.
Como eu odiava despedidas, elas me matavam por dentro, doiam demais, principalmente essa.
Entrei no carro e fui embora, ele agora fazia parte da minha lembrança.


*** *** ***

Olá moranguinhos :D
Esse post ficou enorme, é. E esse conto também, mas acabou.
Sei lá eu gostei dele.
Bom é só isso, agradeço pela paciência.
2 beeijos

Onde o mundo faz a curva

Oláa (:
Cheguei de viagem ontem à tarde, fui pro interior de São Paulo. Jesus apaga a luz que a Madonna tá pelada!!!
Literalmente era onde o mundo faz a curva. Tinha um monte de mato e silêncio e cheiro de terra, muito estranho pra mim. E como mato tem bicho, eu quase morri, além do calor from hell/afrik/agreste. Bom, enfim, foi muito flopada, e o sábado não acabava. O domingo foi melhor, não tava tão calor e durante o dia não tinha tanto bicho. A gente saiu cedo de lá e tals. Passa em Jaguariuna, é legal lá. Mas chegando em São Paulo (capital), já sentindo o cheiro de poluição e vendo aquelas ruas movimentadas, eu fiquei bem melhor. Eu já falei o quanto eu gosto de ir pra capital? It's so, eu adoro! Eu acho muito legal, bonito, tem algumas arquiteturas lindas, e tem muita gente/loja e eu gosto demais, bom vou raramente pra lá, mas sempre que dá eu vou.
Weeeeell, o post e a viagem foram bem flopados née? Mas okaay, ainda hoje eu posto o final de "Sinta essa noite" moranguinhos.
2 beeijos

sexta-feira, 13 de novembro de 2009


Oláa moranguinhos :D
Tudo bom? Comigo tá tudo ótimo !
Eu vou viajar amanhã \o/ até que enfim hein, sair um pouco da rotina. Mas se eu não fosse viajar concerteza iria nos dois shows da MASH que vai ter aqui na minha cidade (SBC). Poisée, eu não vou e fiquei um pouco tristinha, mas vou no do dia 28 (:
Vou ficar esse final de semana com abstinencia do twitter, orkut, msn, milhões de blogs que eu leio e aqui D: mas quando eu voltar, que sepá é no domingo a tarde ou a noite, eu venho aqui e conto tudo, e termino o conto "Sinta essa noite", ainda não sei como terminar .-. mas vou pensar até domingo. Weeeeell, não vim aqui pra falar da minha viagem nem nada, vim aqui pra mostrar pra voces o primeiro poeminha em ingles que eu fiz *-*

I would meet you
I think you are so glorious
I think you are so gorgeous
But I don't know who you really are
I am sacared and I am afraid now
You didn't call for her last night
You read my notebook
And you don't tell me the truth
Cause you have my lips inside your head
And have my soul in thru my eyes
You don't forget me and I don't forget you
Now I know yoou love me and you know I love you
But I don't know who you are, you don't know who I am
We don't know ourselves yet
I need you but I don't want you tonight
Please don't be evil, don't blame my heart for this feelings.

Ah, sei lá, foi o meu primeiro poema e pode ter ficado um pouco ruim, mas eu gostei.

sábado, 7 de novembro de 2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Desprezo


Aos meus 16 anos me apaixonei pelo meu melhor amigo. Aos meus 17 me declarei pra ele. Merda! Foi a pior coisa que fiz. Ele começou a me desprezar.

Ele me desprezava porque me conhecia como ninguém. Me desprezava porque meu livro favorito era "O Pequeno Príncipe", e meu filme favorito "Juno". Me desprezava porque tinha medo do escuro e tinha medo da solidão. Me desprezava porque era uma incrédula do amor, mas que sonhava com um romance de filme americano à lá sessão da tarde.Me desprezava porque não era patriota e queria mudar de país. Me desprezava por ser do contra e por ser eu mesma sem medo nenhum.

Ele desprezava as minhas qualidades. Mas o que eu não sabia era que ele me amava também, mas tinha medo desse sentimento tão novo pra ele, eu não sabia disso. Eu odiava isso nele. Ele era fechado, tímido, nunca se declarara antes. Eu já tinha me declarado pra ela no ano passado, e fiquei sabendo que gostava de mim no começo desse ano. Mas sabendo como ele era, como eu iria insistir numa coisa tão abstrata? Eu estava confusa.

Nisso foram passando os anos e fomos pra facudades diferentes. Facudades, festas, diversão, estudos. Quando éramos pequenos juramos fazer a mesma profissão e nunca nos separarmos, nunca. Mas não foi bem assim. Fomos pra facudades diferentes, mas com o mesmo curso.

Aos 22 anos nos encontramos num evento de fotografia. Ele estava mudado, eu estava diferente, não nos conheciamos mais, era estranho.

Ele foi me comprimentar, eu o comprimentei. Comversamos um pouco. Estava indo embora quando ele me chamou e enfim se declarou, disse que sempre me amou, e que nunca me esquecera. Que ele nunca tinha falado desde os 13 anos a menina que ele era apaixonado porque era eu. Fiquei emocionada, chorei, nos beijamos. Ele se transferiu pra minha faculdade, começamos a namorar. Foi tardio, porém ótimo, anos que nunca vou me esquecer.

Aos 27 anos nos casamos, aos 30 tivémos dois lindos filhos, e hoje, amamos desprezar o passado juntos.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Eu sou parte desse sonho



Eu não sei como falar do amor que eu sinto por eles. Eles entraram na minha vida muito derepente, bom minha amiga meio que me apresentou, na verdade me falou o nome da banda e eu fui procurar sobre eles.

Na hora que eu ouvi a primeira música eu me apaixonei por eles e pelo som - parece que eu to exagerando muito, mas é verdade - eles são bons e merecem toda a fama do mundo, tudo de bom de verdade, eles são talentosos demais e se esforçam. Não porque eles são lindos e super simpáticos, mas porque eles são realmente bons. Todos eles são fofos, lindos e simpáticos, umas gracinhas.

Tá, eu sou daquelas fans puxa-saco? Então pára de ler, mas eu só estou falando a minha opinião okaay neném?

Bom, agora eu vou falar de cada um e do quanto importante eles e as músicas deles são pra mim.




Vocalista: Victor Olivatti - lindo e mais famosinho por fazer cover principalmente dos Jonas Brothers no youtube, ele canta bem demais e tem desenvoltura quando tá no palco, e ele segurou minha mão *-------*




Guitarrista: Mauricio Trucolo - toca pra caral** , é super simpático, um amor e ajudou a gente a procurar o Uriel *--------------* uma gracinha não é? é também amo ele. Só não tenho a palheta dele porque minha amiga me roubou a mão armada.



Guitarrista: Uriel Altheman - o melhor guitarrista junto com o Mau, ele é um fofo e só não me deu a palheta porque ele só tinha aquela e tinha outro show naquele dia. Eu não tirei foto com ele porque ele sumiu, mas eu o vi e tá na minha memória.




Baixista: Gustavo Cardim - o baixista mais fofo do mundo, ele é um amor, uma graça, ain eu amo ele, ele tem um abraço muito fofo, aliás um super abraço, ele é simpático demais e fica fazendo biquinho pra tirar foto, um encanto.






Baterista: Gustavo Miranda - baterista fod*, novinho, lindo, fofo, simpático, um amor, ficou animadinho quando eu mostrei pra ele que eu tinha conseguido um pedaço da baqueta dele, e tem um abraço gostoso demais.


Well, eles são linds, simpáticos, enfim tudo, tudo, tudo de melhor que existe nas bandas atuais brasileiras - eu não gosto muito de música brasileira - eles merecem o sucesso maior do mundo. Eu os amo demais, demais mesmo. Foi um sonho ter ido no show deles e vou em outros concerteza.


Se alguém quiser conhecer tem o EP2009 completo no myspace: www.myspace.com/mashoficial
Vale apena!!



To MASHida demais, eles são os meus amados.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Pra mim,
o fingimento é como a água,
ela é neutra e presente na vida de todos;
A falsidade é como o café,
é amargo e as vezes forte, mas todos o consomem;
E o amor, é claro, ele se enquadra nesses sentimentos ligeiramente cruéis,
bom o amor é como uma dose dupla de uísque,
ele pode te consumir, te deixar tonto e te viciar, te matando lentamente,
mas pode ser saboroso e te deixar feliz por algumas horas.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Não se esqueça de voar


Por que tem que ser assim?

Ninguém me ouve e nem tem respostas para as minhas perguntas, ninguém se importa nem liga para as minhas opiniões, então por que as pedem?

Eu fico seriamente irritada com isso. Sei láa, acho falta de respeito, de educação. Não precisa se importar e nem ligar pra mim, mas ao menos seja educado ou finja que se importe, todos nós fingimos, ao menos não vou ficar triste lembrando as coisas que você insinuou. Eu odeio insinuações, elas são ridiculas, é mais divertido falar, mostrar o que quer, a pessoa pode ser um pouco tapada e não entendê-la, pode ser difícil de compreendê-las as vezes, e temos que tomar cuidado com elas, elas podem se virar contra nós e fazer a pessoa entender errado. Fala na cara, tudo bem, falar pelas costas é bem mais fácil e "bom", mas se você não gosta de um ato ou do jeito da pessoa, fala na cara, se você não gosta dela você não vai se importar mesmo que ela fique magoada, então fala logo.

Minhas perguntas nunca dizem respeito a nada. Gosto de perguntar, mas me decepciono cada vez que ouço um "não sei" ou algo do genero. Por que as pessoas não me respondem? Ou por que elas me respondem mentiras ou respostas com falsidade?

Eu ainda não sei por que eu me surpreendo com o ser humano, ele é humano por isso é tão passivo de erros, devo entender isso, todos erramos, mas nem todos pedimos perdão, nem todos adimitem, eu acho que é isso que realmente me aflige e me choca.

Odeio pessoas que zoam com as outras por gostarem de alguma coisa que não se encaixa no padrão social, isso é inconveniente demais e deveria ser banido do mundo.

As pessoas não se amam, não se respeitam, não são ao menos legais e educadas umas com as outra, isso me chateia demias. Tudo bem que o mundo não é perfeito, mas poderia ser bem melhor se houvesse humanismo e coleguismo no mundo. As pessoas não percebem que sendo assim elas estão se auto destruindo. O amor é tudo, é como o oxigênio, como o vento, ninguém o vee, mas podemos sentí-lo, e podemos sentí-lo pelo mundo, pelas pessoas, é só querermos, é mais fácil do que parece.

Eu amo as pessoas, por mais mal que elas possam me fazer mal, por mais anti-social que eu seja, eu as amo - bom é meio difícil ser anti-social e amar as pessoas mas eu consigo - eu amo as pessoas pelo que eu imagino que elas possam ser - fantasia -, mas quanto mais eu conheço o ser humano mas eu o temo e isso é triste, mas um dia o mundo há de melhorar. Vou crer nisso enquanto tiver esperança, enquanto eu puder voar.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sinta essa noite - parte 3


Ele me ligou no dia seguinte, ou melhor pra minha secretária eletrónica, três vezes. Não só me ligou, ele me mandou várias mensagens, todas em vão. Não é que ele era grudento, era porque eu não atendi os telefonemas e disse pra ele que ficaria em casa o dia todo, e também não respondi as mensagens, eu não queria falar com ele, tinha meus motivos. Eu não queria que ele se apaixonasse por mim, sim eu era apaixonada por ele, mas nosso relacionamento não iria ter futuro, logo não nos veriamos mais.

Na segunda eu fui pra escola e o vi, ele veio falar comigo, eu não estava com paciencia nem com humor pra falar com ele e sobre o minha mudança repentina de humor.

- Heey - ele se dirigiu a mim com ar de decepção me beijando na bochecha.

- Olá - eu disse sem olhar em seus olhos.

- A gente pode conversar sozinhos Talita? - ele apenas disse isso porque eu estava não só com a Aline mas também com o Daniel e a Victoria.

- Claro Victor! Já venho gente.

A gente foi lá pra fora, e andando ele começou a sessão:

- Você recebeu minhas mensagens e telefonemas?

- Sim, recebi - eu fui tão incensivel que me deu nojo de mim mesma.

- Por que você não me respondeu? Eu fiquei preocupado - ele disse com uma atenção que eu não merecia no momento.

- Porque eu não...quis... - eu me sentia menos cada vez mais por dentro pois agora era esplicita a mágoa e a decepção que ele estava sentindo de mim.

- Eu realmente pensei que você fosse diferente Talita - ele disse se virando e indo embora.

- Victor...volta, desculpa - ele retornou olhando com um certo rancor mas com esperança de uma explicação plausivel - eu realmente preciso falar com você, mas não dá pra ser aqui, a gente pode sair se você quiser?

- Claro, claro, mas pode ser no sábado ou na sexta depois da aula? É que eu tenho prova a semana inteira - ele estava confuso, é confusão era uma palavra certa no momento para descrever aquele momento.

- Claro, sem problema - eu disse mais aliviada por não ter magoado-o profundamente.

Ele me abraçou, eu o abrecei de volta lógico, e então derramei uma lágrima ou duas, tudo bem eu tive que ir no banheiro, eu chorei um pouquinho, afinal ele era a última pessoa que eu queria magoar e decepcionar.

Chegou sábado, eu não queria falar sobre isso com ele, eu choraria e o magoaria, mas eu tinha que fazer isso e ser forte.

Ele me ligou dizendo pra gente se encontrar no Joe's café. Era um agradavel café no centro da cidade. Eram três horas da tarde, a gente começou a conversar e rimos bastante, mas tive que tocar no assunto.

- Eu preciso falar com você uma coisa meio séria - eu disse desolada.

- Fala Ta! - ele disse um pouco animado e ele me chamou pela primeira vez de Ta, como todos os meus amigos me chamavam.

- Lembra que na sexta passada você pediu pra namorar comigo?

- Sim claro, como eu poderia esquecer.

- Então, eu não vou poder aceitar, e eu quero que você saiba que eu mais do que ninguém sinto muito mesmo - eu falei com a voz mais triste que eu poderia produzir, mas não por falsidade, eu estava realmente triste.

- Mas por quê? Eu fiz alguma coisa?

- Não, nunca!

- Então o que é?

- Eu vou mudar de escola.

- Mas não tem problema, podemos nos ver aos finais de semana.

- Não Vi, não é isso. Eu vou mudar de cidade!

- Não!! Por quê?

- Minha mãe teve o trabalho tranferido para o litoral, supervisionar um projeto de biologia marinha.

Ele só me olhou triste e abaixou a cabeça.

- Eu sinto muito - disse com uma lágrima ralando por minha face contra a minha vontade.

- Não chora, você não tem culpa. Eu sei que você não iria se não precisasse realmente! - ele disse numa compreenção confortante.

Eu abaixei a cabeça com lágrimas escorrendo. Eu estava sentada em sua frente, ele levantou e sentou-se ao meu lado. Eu o olhei, ele não disse nada apenas me abraçou.

- Eu sinto muito Victor. E não quero me mudar, eu gosto daqui, eu tenho amigos, eu tenho você! - eu tentei pronunciar entre soluços provocados pelo choro constante.

- Eu sei amor, eu sei. Mas podemos nos ver sempre que der. Meu pai moa no litoral e eu posso ir pra lá sempre que quiser, pra te ver - ele me consolava como se eu fosse uma criança que tivesse perdido seu brinquedo favorito.

- Mas e se você conhecer uma nova garota, e se eu conhecer um novo garoto?

- Eu não sei, se você quiser namorar comigo a distancia, eu vou ser fiel a você e você a mim.

- Tudo bem. Mas eu posso te responder depois?

- Claro!Quando que você vai?

- Daqui um mês.

- Vamos curtir juntos até lá e depois veremos.

- Sim, tudo bem.

- Eu estou apaixonado por você, sua sadica.

- Desculpa, eu não queria isso, por isso te ignorei, pra você pensar que eu era ruim e não se apaixonar, mas eu não consegui ser má com você.

- Você é realmente louca, eu já me apaixonei naquela noite.

- Eu sou apaixonada por você desde quando eu derrubei minhas coisas e você me ajudou a pegar, desde a primeira vez que olhei no seus olhos.

- Você é linda e eu te adoro.

- Você é maravilhoso e eu também te adoro! Você é muito bom pra mim.

- É, você também me faz bem.

Eu parei de chorar e começamos a nos divertir de novo, aparoveitar o tempo que nos restava juntos. Eu o amava, é eu estava incondicionalmente e irrevogavelmente apaixonada por ele.

P.S.: eu sei que os posts estão ficando grandes, ams é que eu me empolgo haha. e a história também tá ficando grande née? mas vai ficar legal, prometo!